quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ler é uma viagem fantástica!



Essa é a nova tirinha certeira do João Montanaro, um garoto paulistano de 14 anos que, como já se disse em vários blogs internet afora — e eu concordo —, "escreve e desenha tirinhas melhor do que muito marmanjo manjadão". Para se ter uma ideia do quanto seu talento já é reconhecido, saibam que ele faz a charge política dos sábados na Folha de S.Paulo, desenha pra revista MAD e brevemente lançará um livro com suas melhores "tiradas".

Mas por que só agora falo dele? Porque a tirinha ali em cima me fez lembrar o quanto os livros (e gibis, revistas, jornais — a leitura em si) foram importantes na minha adolescência e continuam sendo.

Se ao menos metade da molecada de hoje em dia, em especial estudantes de escolas públicas, se convencesse de que ler é uma viagem super enriquecedora, o mundo seria bem melhor!

A Revista O Grito foi das primeiras publicações online a chamar atenção para o trabalho dele, aqui e acolá.

Vejam várias entrevistas com João M., no You Tube.

E se ainda não conhecem o blog dele, clicaqui.

sábado, 19 de junho de 2010

Verbetes Infames # 2

medir as palavras:

contar as letras pra ver se cabem nos buracos das cruzadas

e/ou

não falar “certas verdades inescapáveis” quando quiser
pra não ouvir o que não quer.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O desrespeito dos livreiros pelo escritor

Vejam o que recebi da Saraiva por e-mail, cerca de uma hora após o anúncio do falecimento de José Saramago:



Metendo o dedinho do mouse ali, o que abre?

COMPRE OS LIVROS!



É o queima do estoque dos livros do escritor, enquanto se prepara a cremação do corpo dele...

Apartir de hoje, não compro mais nada na Saraiva!

sábado, 12 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

o que havia de barco
nunca zarpou

o que havia de submarino
nunca emergiu

o que havia de trem
jamais apitou

o que houve de avião
nunca decolou

(daí meu desapego
aos paraquedas,
aos prévios avisos,
ao ar comprimido,
às velas e ventos)

o que resta de bike
pedala por aí
sem medo de chão