segunda-feira, 28 de maio de 2012

Coleiras

na manhã do quinto dia
após tua partida
acordarei
como se nada demais
houvesse acontecido


distribuirei aos cães
nas ruas
as migalhas
que me legares
a fim de aprender com eles
a viver abanando o rabo
para quem me sorri
e a morder
quem rir de mim


demarcarei meus territórios
com mijo
ao pé dos postes
em pleno meio-dia


que venham me recolher
a carruagem
a carrocinha
o camburão